quinta-feira, 12 de março de 2009

faz um chá pra gente, Alice?

Estava pensando num nome pra te dar e escolhi este: Alice, espero que goste, pois. Minha pequena: me provaca um riso casto - estes do cantinho da boca - toda vez que penso no quanto tua inquietude te deixa quieta. Eu, tão acostumada à sua agitação de mundo, fico um pouco perdida no teu silêncio contemplativo. Você me falou de um tempo que já quase não me recordo, embora tuas memórias cálidas ressoem no meu peito como uma canção antiga que, mesmo sabendo apenas a melodia, a sensação é de nostalgia por alguma boa história...
Olha que bonito um passado que inventei para nós duas: em plena quinta-feira útil, ficamos sentadas na varanda de muito verde e muito frio ao redor. Nevava - mas era neve da boa, destes flocos que não esfarelam com o vento. Você me fazia rir e eu te olhava com olhos encantados. Ficamos assim por horas, alegres e completas. Tinha momentos que calávamos, calávamos tanto que podíamos ouvir nossos segredos sem pronunciá-los. E, quando deste instante - eu, prudente e sorrateira, te dizia: faz um chá pra gente, Alice?

Passado o passado, te digo: faz?

Um beijo.

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