quinta-feira, 19 de março de 2009

Ballet Oracular

Uma mentira surda e intangível.
Uma mentira que não cabe em esferas e movimentos elípticos, revelada no desejo imóvel de girar... uma mentira imaculada pela fome de esperar: Futuro, vinde! Eis a única mágica que se pode inventar, ainda que nenhum poder faça-se provável... nenhum querer necessário, nenhum contato enigma. Oráculos são para os que respeitam as placas, para os que param à porta em busca de respostas (perdoe-me a amolação dos mistérios), mas uma porta o que é senão um convite, ainda que esteja trancada? "Trouxeste a chave?", menina? É sempre um contvite. Quando a música parar, mágica: Futuro (é com F maiúsculo mesmo), vinde! ...e outro alguém se chegará... e dará corda na vida da gente.
Brutalmente.

PS: É dentro para onde correm.

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