sábado, 14 de março de 2009

lux sub illa umbra

Menina, tudo é mar e vento a nossa volta. Escuta: shhhhh... é tudo o que se pode ouvir: sal e segredos. Nada é tão sério quanto brincar e fazer algazarra e muito pouco vale a pena além do selvagem em nós. Todas as noites o amor nos colhe (a despeito de quão profundas possam ser nossas raízes) e nos traz para dentro. Quando despertamos estamos nús e desertos. Há muitos portos, eu vejo, mas sabemos: a sede de toda embracação é navegar. Olha sem gravidade aquela gota de mar: é a mesma gota que transbordará delicada de nossos olhos sempre que as mãos se soltarem; a mesma que corre apressada em nossas veias... sem que nenhum mapa seja necessário para que ela siga o seu detino de nos ser... ora mares, ora menos, ora não.

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