Menina,
A única certeza que tenho agora é a da fluidez. A certeza de um mundo concreto com bases fluidas. Situações passageiras, quereres pueris. Está certo, somos volúveis. Você e eu. Eu e eles. Ele e elas. TODOS, instáveis, girando e misturados. Histórias entrelaçadas, como as línguas, como braços e pernas. Minha cabeça anda torta. Noites mal dormidas, ecos de risos e vozes, sensações induzidas, olhares de grandes olhos. Também tenho coisas para te dizer. Mas todas também sem forma e sem nome. Assim nos entendemos, menina. Assim nos entendemos. O que tenho para te dizer cai no âmbito do senso comum, da rotina ordinária. Mas são sensações só minhas que quero compartilhar contigo. Ainda assim elas não têm nome nem apelido. Não provêm nem dão frutos, posto que são temporais. Amanhã vem outros e depois outras e outros. Ontem sim, hoje não. Amanhã... fluido. Acho que estou confusa. Me reinventa mais uma vez, menina! Me relativiza?! Me batiza de novo?
Esses dias alguém ouviu meu coração bater. Impressionado, me perguntou:
- É sempre assim?
Não respondi.
A pergunta que eu me fiz e que ainda ecoa é:
- Será este também passageiro?
tum-tum, tum-tum, tum-tum, tum-tum, tum...
adorei o seu tum-tum-tum...
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