sábado, 14 de março de 2009

da série 'lo que aprendí con las mariposas':

PARALAXLOVE

Não ser digno de nenhum amor,

meu projeto



A quem puder dar, tomar,

em grandes goles de estio,

o que houver de mais quente



E no poente da tarde, ou da vida,

partilhar sempre a mais fria

i n d i f e r e n ç a



Desse vazio, minha entrega

sem esboço de mínimo gesto

ou vestígio de qualquer som...

dessa ausência, que é minha

melhor oferta,

colher a noção exata do Não,

isso sim, de todas as coisas,

a coisa mais certa



Para ser, fielmente

(os olhares se perdem quando os olhos apontam na mesma direção),

à margem do que não é dito,

o oposto do que persigo inerte



Até não ficar

nada de bom


Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2007

2 comentários:

  1. esse você podia ter deixado pra mim... Era tudo que um dia eu quis dizer, mas calei.

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  2. eu gostava do PARALAXLOVE... embora não saiba do que se trata. rsrsrsrs mas, como dizem por aí, uma das formas de entender é achar bonito.

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