PARALAXLOVE
Não ser digno de nenhum amor,
meu projeto
A quem puder dar, tomar,
em grandes goles de estio,
o que houver de mais quente
E no poente da tarde, ou da vida,
partilhar sempre a mais fria
i n d i f e r e n ç a
Desse vazio, minha entrega
sem esboço de mínimo gesto
ou vestígio de qualquer som...
dessa ausência, que é minha
melhor oferta,
colher a noção exata do Não,
isso sim, de todas as coisas,
a coisa mais certa
Para ser, fielmente
(os olhares se perdem quando os olhos apontam na mesma direção),
à margem do que não é dito,
o oposto do que persigo inerte
Até não ficar
nada de bom
Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2007
esse você podia ter deixado pra mim... Era tudo que um dia eu quis dizer, mas calei.
ResponderExcluireu gostava do PARALAXLOVE... embora não saiba do que se trata. rsrsrsrs mas, como dizem por aí, uma das formas de entender é achar bonito.
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