segunda-feira, 20 de julho de 2009
para uma outra vida
se eu pudesse escolher, seria astronauta, bailarina, poema do Fernando Pessoa, paraquedista, agente do FBI em filme de Hollywood. Poderia ser também um bicho bem esquisito tipo grilo, fruta agridoce, filha de diplomata, chocolate suiço meio-amargo ou metáfora da Clarice Lispector. Talvez campeã olímpica, talvez ainda recordista de saltos mortais, pirata do século XVI, prefeita-governadora-presidente da Repúbica Federativa de sei lá onde. Ou então se eu pudesse mesmo escolher seria princesa de Gales, Rainha da Inglaterra, amante do Guevara, mulher do Gael e amiga íntima da Madonna. Ou, mais legal ainda, poderia ser apenas herdeira. Ou hippie, ou magnata, ou aristocrata, ou turista no Caribe ou ganhadora do prêmio Nobel da paz. E poderia ser as palavras saudade, dimanche e sunshine. Melhor: poderia ser dicionário, suspiro, inspiro, beijo na boca. E ainda vento, e ainda verso, e ainda sol... sol-sustenido.
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