A maior dádiva é o discernimento. É a capacidade de analisar os fatos e, em seguida, decidir-se. Tomar uma postura.
- Falar?
ou
- Calar?
Calar mesmo quando a maior vontade seja a de falar.
Falar nem que seja para dentro suas verdades.
Calar. Tentativa de evitar o choque. Calar para enfraquecer o combate.
- Hoje não falei. Nem ontem nem anteontem.
- Calei-me. Falei todas as minhas verdades internamente, consciente da não idealização dos acontecimentos.
A vivência contribui na medida certa para este único fim: o alcance do discernimento.
O ponto ideal, o freio, o espaço, a fronteira sutil para se entregar, desmascarar, socorrer, permitir e até incomodar.
Discernir é encontrar o equilíbrio para compreender nossas próprias limitações para avançar ou recuar em direção a algo realmente concreto, palpável.
O mais importante é saber que calar nem sempre significa uma fraqueza de argumento, uma limitação à expressão do pensamento. Calar é, em certos casos, simplesmente a comprovação de uma ascendência no árduo estágio do amadurecimento.
12 / mar / 2007
"quem sabe de tudo não fale, quem não sabe nada se cale..."
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