sábado, 14 de fevereiro de 2009

Recado no orkut nº 34.789

saudades são certezas
tudo cresce, até não caberem-se
jamais sumir, jamais abandonar o velho vício
de vociferar as faltas a valer
escrever... escrever... escrever...

Essa merda de internet transforma tudo em bilhete. Até os poemas reduziram-se. Eu quero cartas de muitas páginas. A correspondência não morreu!!! Me escreve muito, como faziam antigamente? Me escreve lentamente, cada palavra de uma vez... e num viés violento, cheio de 'talvez'? Quero ser enterrado num baú de cartas... ainda que sejam eletrônicas... dá pra gravar a gente num disco rígido, permanentemente? A vida vai boa, todos vão bem, e mesmo que não fossem, eu diria que sim. Tenho hoje uma fé que atua mecanicamente e tem resultados medianos. Dizer sempre 'sim'. Alguns enganos ainda me esperam pela frente, muitos desenganos. No mais, tudo cada vez mais. De bom e de lamentável, de agudo e crônico, de bio e de biônico. Seguir, sempre. Moinhos ao vento, trituremos tudo: farinhas, farinhas, farinhas; sacos e mais sacos. Deve valer algum lucro. Por falar em ganhar, vou arriscar no mercado financeiro. Ouço uma gente falando em milhão. É bom. Só espero sobrar algum, que o feijão ainda não empenho. Tentei o vestibular. Estadual; Comunicação. Atuo profissionalmente (não me ouçam os conselhos e federações) sem diploma como editorredatorrevisorprodutorgráficodesignerreporter-officeboyporteiroserviçosgeraisgarotoderecados (na minha ordem de preferência) numa 'empresa de economia mista', o que quer dizer que é bom, mas não é tão bom assim, até porque o salário é de Técnico em Administração e Controle. Júnior. Então resolvi pegar um canudo e ganhar um aumento sem precisar trabalhar mais. Faço umas provinhas e pronto. Porque acho que já trabalho o suficiente e meus filhos concordam comigo. Cada vez mais peço conselhos a eles, que me parecem as pessoas mais sensatas que conheço. Verdadeiramente, porque o advérbio importa. Não vou me estender nesta, porque preciso terminar um poema que comecei nas primeiras linhas. Talvez seja retrabalho, mas... moinhos ao vento!

Um beijo do amigo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário