Vamos por partes. Por onde começar? Isto é sempre um dilema. Eu quero escrever, quero mesmo. Esbarro na dificuldade de iniciar um assunto. Temas desinteressantes. Falta criatividade, vocabulário... As palavras estão mortas, não têm nenhum sentido. O coração está cheio. A cabeça, vazia. É isso: cabeça oca, cabeça de vento. Penso em temas super interessantes. Logo, perco o interesse. Fecho a caixa de texto.
- Pensamentos fugidios, por que se escondem?
Concentração. Isto falta também. E muito! Talento? Pois, também.
- Ai, penso demais! Escrevo de menos...
Abro a caixa de texto.
Penso tanto que me afogo em fogo e brasa. Labareda lambe tudo por dentro. Queima até o que não tem. E com tudo dentro queimado, não consigo escrever. Só fica a marca do que havia ou do que começava a existir. Desintegrou-se. Perdeu-se por aí. Perdi. Transformou-se em pó, virou arquivo do esquecimento. Quero compartilhar a pasta do esquecimento. Talvez fazendo uma busca avançada ainda se encontre um arquivo não corrompido.
- Faça uma busca comigo?
a velha arte de falar sobre o nada, de divagar sobre o processo. mas o final surpreende, pela qualidade, pela poesia, pelo ritmo. muito legal, FAÇA mais...
ResponderExcluirTodo imperativo é uma ilusão (inclusive os categóricos). Ordenar é pedir, não importa o que, quem ou por quê. Ordenar é pedir com muita ênfase, é pedir como quem dependa de algo para viver. Mas sobretudo, ordenar é esperar... por uma resposta, uma reação. Quem ordena sabe: sempre existirá o 'NÃO', o 'NÃO FAÇO', a imobilidade, a falta de reação, o olhar silêncioso que sentencia e ponto. Fica a sugestão de título: "Questionamento Imperativo" ;)
ResponderExcluirE FAÇA mais...
Ah! PS: Muita PAZ para você. Hahahahaha.