sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O ciclo vicioso das reticências

Os dias aqui parecem estranhos...
Manhãs, tardes e noites longas
Sentimentos de passado
E esse presente tão ausente
De tudo o que é importante...

Hoje estou meio reticências...
sentindo falta das coisas insubstituíveis
dos tempos presentes ausentes
das expectativas sem êxito e sem consideração

Nessas alturas ainda questiono
o valor das coisas
o peso das amizades
as intenções das más ações
e uma ou outra reação

Questiono os espertos
os tolos, os cínicos, os egoístas
a boba que sou
por pensar e chorar
chorar e perguntar
perguntar e esclarecer
esclarecer e posicionar-me
posicionar-me e voltar ao início de tudo


Esse ciclo vicioso que é tentar entender o ato alheio
Alheio a mim, mas que me maltrata, com pouca ou muita intenção.
Talvez eles não saibam...

Para quê querer saber se podem abstener-se do conhecimento
e seguir me maltratando sem culpas?

Como a culpa que me persegue por saber
Que me importo demais
Me doo demais
Falo demais
Penso demais
Questiono demais...

E assim, mais um ciclo de reticências
mais doses de perguntas sem respostas,
lamentos
dias turbulentos
maus presságios e pensamentos
...


E depois que tudo passa
me permito o recomeço
abro aquele sorriso, acredito, visto a camisa...
Até novamente me frustar
e pensar, chorar, perguntar, esclarecer, posicionar-me e voltar ao início de tudo

... ao ciclo vicioso das reticências...


Isabella Henrique - 10/set/2010

3 comentários:

  1. Ainda que com a poesia quebrada e a prosa desencontrada, sigo em frente. Nos veremos em breve, minha cara! Guarde braços porque levo abraços!

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  2. Distância não é estar longe
    O que carregamos no peito está perto
    Pra sempre é só mais uma demora
    Todo retorno é incerto

    Distância é estar fora

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