segunda-feira, 16 de novembro de 2009

e alguém me disse: você não tem escrito ultimamente.

e então pensei que não tenho mesmo. que deixei engavetado (mais uma vez) o projeto do livro que até ainda pouco rendia alguma distração. que sou um pouco viciada em missões impossíveis. que penso melhor quando estou no chuveiro, de preferência de cabeça baixa com a água quente queimando a nuca. que coloco o despertador pra mais cedo à toa, já que não levanto. que desperdiço tempo e pessoas por mera fixação no tempo (passado-futuro) e pessoas(outras). que estou cansada de ficar especulando, bom seria por as cartas na mesa. bom mesmo seria ter cartas na manga! que se o mundo acabar de fato em 2 anos, qual o sentido de investir em algo a longo prazo? qual o sentido de pensar nisso com seriedade? talvez pra sustentar uma conversa sem intimidade, algo como previsões do tempo... bem diferente do que ficou por dizer, bem diferente de já não dá mais pra ser assim. porque já não é assim mais. e pra provar que as coisas não vão nada bem, veio a sede e não tem água na geladeira...
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Mas champanhe tem.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ni flores ni nada

Elementos de los días
Hundidos en ese pensamiento
Que me viene a cada rato
Como si fuera un aviso

Y por las calles me voy
Buscando algo más que yo misma
Entre llantos secos de cansancio
Y lágrimas puras de una ausencia

De la pregunta por las flores tiradas
Apenas una negativa entre dientes
Si te contara lo que me pasa estos días
Que sentirías? Desviarías tu mirada?

el desaliento…

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Acuérdate:

El día que vuelvas a querer flores
no más aquellas, otras
Vengo
Te las ofrezco.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

você mudou-se
ela mudou-se
também mudei-me

todos nós em silêncio
novas casas
no tabuleiro da vida

segue o xadrez silêncioso das partidas

nos confortará algum dia a geografia cartesiana de nossas covas?

vamos olhar novamente pela mesma janela, em silêncio, num final de tarde, seja ela a do carro... a da Glória... a da alma?

a dúvida dos reencontros me navega,
enquanto confirmo, com um aceno de cabeça
para o novo vizinho, a efemeridade de tudo
o que nos cerca

até os passarinhos passarão