você mudou-se
ela mudou-se
também mudei-me
todos nós em silêncio
novas casas
no tabuleiro da vida
segue o xadrez silêncioso das partidas
nos confortará algum dia a geografia cartesiana de nossas covas?
vamos olhar novamente pela mesma janela, em silêncio, num final de tarde, seja ela a do carro... a da Glória... a da alma?
a dúvida dos reencontros me navega,
enquanto confirmo, com um aceno de cabeça
para o novo vizinho, a efemeridade de tudo
o que nos cerca
até os passarinhos passarão
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