Os dias aqui parecem estranhos...
Manhãs, tardes e noites longas
Sentimentos de passado
E esse presente tão ausente
De tudo o que é importante...
Hoje estou meio reticências...
sentindo falta das coisas insubstituíveis
dos tempos presentes ausentes
das expectativas sem êxito e sem consideração
Nessas alturas ainda questiono
o valor das coisas
o peso das amizades
as intenções das más ações
e uma ou outra reação
Questiono os espertos
os tolos, os cínicos, os egoístas
a boba que sou
por pensar e chorar
chorar e perguntar
perguntar e esclarecer
esclarecer e posicionar-me
posicionar-me e voltar ao início de tudo
Esse ciclo vicioso que é tentar entender o ato alheio
Alheio a mim, mas que me maltrata, com pouca ou muita intenção.
Talvez eles não saibam...
Para quê querer saber se podem abstener-se do conhecimento
e seguir me maltratando sem culpas?
Como a culpa que me persegue por saber
Que me importo demais
Me doo demais
Falo demais
Penso demais
Questiono demais...
E assim, mais um ciclo de reticências
mais doses de perguntas sem respostas,
lamentos
dias turbulentos
maus presságios e pensamentos
...
E depois que tudo passa
me permito o recomeço
abro aquele sorriso, acredito, visto a camisa...
Até novamente me frustar
e pensar, chorar, perguntar, esclarecer, posicionar-me e voltar ao início de tudo
... ao ciclo vicioso das reticências...
Isabella Henrique - 10/set/2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
verbos a dois
ligar amarrar esfregar trepar roçar transar querer desejar sentir chupar ter deitar dormir enroscar tocar desbravar descobir sussurar abraçar beijar ser amar somar dividir multiplicar gozar retribuir corresponder apaixonar... Viver!
domingo, 13 de junho de 2010
gracias a la vida que me ha dado tanto!
Tenho pais maravilhosos, fiz amigos incríveis e encontrei alguém com quem decubro dia-a-dia novas formas de amor. Já conheci outras culturas, sou poliglota e vi, com meus próprios olhos, lugares incríveis como as ruazinhas alagadas de Veneza e o deserto de sal da Bolívia... Cheguei no alto de Wiana Picchu e de lá gritei bem alto: ahhhhhhhhh!!!! E minha voz ecoou entre as montanhas sagradas. Tive a chance de degustar comidas raras, feito carne de lhama. Meu pai faz um feijão maravilhoso, meu irmão me deu dois sobrinhos lindos e completamente diferentes um do outro, eu tenho uma casa pequena de coraçao enorme - cabe todo mundo! O mundo, aliás, já não é tão grande assim, porque se comecei minha jornada em São Gonçalo, aos 27 anos eu expandi minhas fronteiras pra nove países (quem diria!) e quase 100 cidades, trago em mim memórias que definitivamente não desbotam, encontros improváveis e algumas muitas surpresas. Tenho, lógico, vez ou outra uma queda, mas mais cedo ou mais tarde cicatriza e por isso eu sigo. Realizei boa parte dos meus planos de juventude, com louvor. Sou sonhadora. herdei da minha mãe uma força rara nas horas difíceis, com meu pai aprendi o que é companheirismo e com meu irmão, gentileza. Somos solidários lá em casa, isso não tem preço. Às vezes tenho crise de egoísmo, ciúme, raiva, indisciplina... Mas sou uma mulher analisada, é mais fácil hoje reconhecer o problema e tentar consertá-lo. E se não posso consertar, posso entender e isso já acalma. Calma: agora é pensar o próximo passo. Mas, antes, gracias a la vida que me ha dado tanto.
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