domingo, 13 de junho de 2010
gracias a la vida que me ha dado tanto!
Tenho pais maravilhosos, fiz amigos incríveis e encontrei alguém com quem decubro dia-a-dia novas formas de amor. Já conheci outras culturas, sou poliglota e vi, com meus próprios olhos, lugares incríveis como as ruazinhas alagadas de Veneza e o deserto de sal da Bolívia... Cheguei no alto de Wiana Picchu e de lá gritei bem alto: ahhhhhhhhh!!!! E minha voz ecoou entre as montanhas sagradas. Tive a chance de degustar comidas raras, feito carne de lhama. Meu pai faz um feijão maravilhoso, meu irmão me deu dois sobrinhos lindos e completamente diferentes um do outro, eu tenho uma casa pequena de coraçao enorme - cabe todo mundo! O mundo, aliás, já não é tão grande assim, porque se comecei minha jornada em São Gonçalo, aos 27 anos eu expandi minhas fronteiras pra nove países (quem diria!) e quase 100 cidades, trago em mim memórias que definitivamente não desbotam, encontros improváveis e algumas muitas surpresas. Tenho, lógico, vez ou outra uma queda, mas mais cedo ou mais tarde cicatriza e por isso eu sigo. Realizei boa parte dos meus planos de juventude, com louvor. Sou sonhadora. herdei da minha mãe uma força rara nas horas difíceis, com meu pai aprendi o que é companheirismo e com meu irmão, gentileza. Somos solidários lá em casa, isso não tem preço. Às vezes tenho crise de egoísmo, ciúme, raiva, indisciplina... Mas sou uma mulher analisada, é mais fácil hoje reconhecer o problema e tentar consertá-lo. E se não posso consertar, posso entender e isso já acalma. Calma: agora é pensar o próximo passo. Mas, antes, gracias a la vida que me ha dado tanto.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
F.
pois eu devia ser mesmo personagem de um dramalhão mexicano com muitas lágrimas a espera de um Yo te quiero no final, claro, na última cena, do close pro fim, porque gozar durante o filme inteiro é coisa de vilã da historia e eu, Eu, quando nasci disseram: essa daí vai ser uma santa! Ou o que me faltava era vergonha na cara, típica mulher de malandro codinome Amélia... Tem gente que GOSTA de sofrer (e esse gosta eu escrevi com Gosto, aquele bem carregado no GOS e um desprezo no TA)... Porém, aiiiiiii porém (uma salva pra Portela), no dia que provei daquele be-a-bá, aqueeeeele (se é que você me entende e sabe!), ahhh minha nega, não quero saber de outra vida! De mulher mal amada já basta a... Deixa, melhor esquecer. Eu quero é vida de madame, amorzinho gostoso na manhã de domingo, filme durante a semana e aquele sexo de tirar o fôlego com vestígios pela casa toda, sem dia nem hora marcada, mas assíduo. Minha poesia nova tá nisso, é carne crua... E uma pitada de açucar pra alegar a vida porque ninguém é de ferro.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sua carta chegou
Desceu as escadas do velho edifício sem muito ânimo. Do ontem muito bem disfrutado com a companhia de velhos e novos amigos no Parque da Cidade, recebendo o brinde do sol e da primanvera, à manhã cinza de hoje. Tudo já tinha mudado. Se entretinha escutando o estalar das gotas de chuva no telhado do prédio e a cada degrau que lhe fazia aproximar-se da rua úmida, lhe provocava uma sensação desconfortável e intolerante.
Olhou a caixa de correspondências, sem muita expectativa, como faz diariamente. Abriu-a e deparou-se com um envelope. Inesperado, com aquelas famosas bordinhas verde e amarelas, não negavam sua procedência. Raptou o envelope como se ele a qualquer momento pudesse escapar da sua vista e guardou-o no fundo da bolsa para não correr o risco de perdê-lo. Esteve pensando nele durante os longos quinze minutos que separam a sua casa da biblioteca. O percurso nunca foi tão inquieto. No caminho, idealizava o conteúdo daquele envelope. Carta ou cartão postal? Fotos? Documentos? Notícias de uma ou mais pessoas? Pelo peso parecia notícias do mundo inteiro!
Eram notícias em longa carta, com fotos e muitas saudades! Eram doses de carinho fraterno que a distância potencializou. Era alguém que sentiu falta e na correria dos seus dias disponibilizou minutos para o agrado. Era o compartilhar de histórias passadas. Era o almejar da presença futura. Era um afago que chegou em dia e horários certos. E o desejo de muitas felicidades e conquistas.
O dia continuava cinza, mas seu humor ganhou novas cores. Só uma boa surpresa é capaz de provocar mudanças em nosso temperamento e em nossa perspectiva das coisas.
Para você, o aviso: sua carta chegou! E com ela a anunciação do meu desejo que nos vejamos outra vez muito em breve. Eu, num vestido de madrinha e você, em um longo branco, de braços dados com o pai, sob o olhar orgulhoso e emocionado da mãe.
Crescemos, não é? Novas fazes, novos rumos. Novas conquistas e novos brindes.
Brindemos! Porque só temos o que comemorar! Que venha outubro e a festa será nossa!
Um beijo fraterno com todas as saudades do mundo.
Isabella Henrique – 15 de abril de 2010
Olhou a caixa de correspondências, sem muita expectativa, como faz diariamente. Abriu-a e deparou-se com um envelope. Inesperado, com aquelas famosas bordinhas verde e amarelas, não negavam sua procedência. Raptou o envelope como se ele a qualquer momento pudesse escapar da sua vista e guardou-o no fundo da bolsa para não correr o risco de perdê-lo. Esteve pensando nele durante os longos quinze minutos que separam a sua casa da biblioteca. O percurso nunca foi tão inquieto. No caminho, idealizava o conteúdo daquele envelope. Carta ou cartão postal? Fotos? Documentos? Notícias de uma ou mais pessoas? Pelo peso parecia notícias do mundo inteiro!
Eram notícias em longa carta, com fotos e muitas saudades! Eram doses de carinho fraterno que a distância potencializou. Era alguém que sentiu falta e na correria dos seus dias disponibilizou minutos para o agrado. Era o compartilhar de histórias passadas. Era o almejar da presença futura. Era um afago que chegou em dia e horários certos. E o desejo de muitas felicidades e conquistas.
O dia continuava cinza, mas seu humor ganhou novas cores. Só uma boa surpresa é capaz de provocar mudanças em nosso temperamento e em nossa perspectiva das coisas.
Para você, o aviso: sua carta chegou! E com ela a anunciação do meu desejo que nos vejamos outra vez muito em breve. Eu, num vestido de madrinha e você, em um longo branco, de braços dados com o pai, sob o olhar orgulhoso e emocionado da mãe.
Crescemos, não é? Novas fazes, novos rumos. Novas conquistas e novos brindes.
Brindemos! Porque só temos o que comemorar! Que venha outubro e a festa será nossa!
Um beijo fraterno com todas as saudades do mundo.
Isabella Henrique – 15 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)